Bíblia Sagrada
Almeida Corrigida Fiel
1TENDO Jesus dito isto, saiu com os seus discípulos para além do ribeiro de Cedrom, onde havia um jardim, no qual ele entrou e seus discípulos.
2E Judas, que o traía, também conhecia aquele lugar, porque Jesus muitas vezes se ajuntava ali com os seus discípulos.
3Tendo, pois, Judas recebido a coorte e oficiais dos principais sacerdotes e fariseus, veio para ali com lanternas, e tochas e armas.
4Sabendo, pois, Jesus todas as coisas que sobre ele haviam de vir, adiantou-se, e disse-lhes:
5Responderam-lhe: A Jesus Nazareno. Disse-lhes Jesus:
6Quando, pois, lhes disse:
7Tornou-lhes, pois, a perguntar:
8Jesus respondeu:
9Para que se cumprisse a palavra que tinha dito:
10Então Simão Pedro, que tinha espada, desembainhou-a, e feriu o servo do sumo sacerdote, cortando-lhe a orelha direita. E o nome do servo era Malco.
11Mas Jesus disse a Pedro:
12Então a coorte, e o tribuno, e os servos dos judeus prenderam a Jesus e o amarraram.
13E conduziram-no primeiramente a Anás, por ser sogro de Caifás, que era o sumo sacerdote daquele ano.
14Ora, Caifás era quem tinha aconselhado aos judeus que convinha que um homem morresse pelo povo.
15E Simão Pedro e outro discípulo seguiam a Jesus. E este discípulo era conhecido do sumo sacerdote, e entrou com Jesus na sala do sumo sacerdote.
16E Pedro estava da parte de fora, à porta. Saiu então o outro discípulo que era conhecido do sumo sacerdote, e falou à porteira, levando Pedro para dentro.
17Então a porteira disse a Pedro: Não és tu também dos discípulos deste homem? Disse ele: Não sou.
18Ora, estavam ali os servos e os servidores, que tinham feito brasas, e se aquentavam, porque fazia frio; e com eles estava Pedro, aquentando-se também.
19E o sumo sacerdote interrogou Jesus acerca dos seus discípulos e da sua doutrina.
20Jesus lhe respondeu:
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22E, tendo dito isto, um dos servidores que ali estavam, deu uma bofetada em Jesus, dizendo: Assim respondes ao sumo sacerdote?
23Respondeu-lhe Jesus:
24E Anás mandou-o, amarrado, ao sumo sacerdote Caifás.
25E Simão Pedro estava ali, e aquentava-se. Disseram-lhe, pois: Não és também tu um dos seus discípulos? Ele negou, e disse: Não sou.
26E um dos servos do sumo sacerdote, parente
27E Pedro negou outra vez, e logo o galo cantou.
28Depois levaram Jesus da casa de Caifás para a audiência. E era pela manhã cedo. E não entraram na audiência, para não se contaminarem, mas poderem comer a páscoa.
29Então Pilatos saiu fora e disse-lhes: Que acusação trazeis contra este homem?
30Responderam, e disseram-lhe: Se este não fosse malfeitor, não to entregaríamos.
31Disse-lhes, pois, Pilatos: Levai-o vós, e julgai-o segundo a vossa lei. Disseram-lhe então os judeus: A nós não nos é lícito matar pessoa alguma.
32(Para que se cumprisse a palavra que Jesus tinha dito, significando de que morte havia de morrer).
33Tornou, pois, a entrar Pilatos na audiência, e chamou a Jesus, e disse-lhe: Tu és o Rei dos Judeus?
34Respondeu-lhe Jesus:
35Pilatos respondeu: Porventura sou eu judeu? A tua nação e os principais sacerdotes entregaram-te a mim. Que fizeste?
36Respondeu Jesus:
37Disse-lhe, pois, Pilatos: Logo tu és rei? Jesus respondeu:
38Disse-lhe Pilatos: Que é a verdade? E, dizendo isto, tornou a ir ter com os judeus, e disse-lhes: Não acho nele crime algum.
39Mas vós tendes por costume que eu vos solte alguém pela páscoa. Quereis, pois, que vos solte o Rei dos Judeus?
40Então todos tornaram a clamar, dizendo: Este não, mas Barrabás. E Barrabás era um salteador.