Bíblia Sagrada
Almeida Corrigida Fiel
1E, PARTINDO dali, chegou à sua pátria, e os seus discípulos o seguiram.
2E, chegando o sábado, começou a ensinar na sinagoga; e muitos, ouvindo
3Não é este o carpinteiro, filho de Maria, e irmão de Tiago, e de José, e de Judas e de Simão? e não estão aqui conosco suas irmãs? E escandalizavam-se nele.
4E Jesus lhes dizia:
5E não podia fazer ali nenhuma obra maravilhosa; somente curou alguns poucos enfermos, impondo-lhes as mãos.
6E estava admirado da incredulidade deles. E percorreu as aldeias vizinhas, ensinando.
7Chamou
8E ordenou-lhes que nada tomassem para o caminho, senão somente um cajado; nem alforje, nem pão, nem dinheiro no cinto;
9Mas que calçassem sandálias, e que não vestissem duas túnicas.
10E dizia-lhes:
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12E, saindo eles, pregavam que se arrependessem.
13E expulsavam muitos demônios, e ungiam muitos enfermos com óleo, e
14E ouviu
15Outros diziam: É Elias. E diziam outros: É um profeta, ou como um dos profetas.
16Herodes, porém, ouvindo
17Porquanto o mesmo Herodes mandara prender a João, e encerrá-lo maniatado no cárcere, por causa de Herodias, mulher de Filipe, seu irmão, porquanto tinha casado com ela.
18Pois João dizia a Herodes: Não te é lícito possuir a mulher de teu irmão.
19E Herodias o espiava, e queria matá-lo, mas não podia.
20Porque Herodes temia a João, sabendo que
21E, chegando uma ocasião favorável em que Herodes, no dia dos seus anos, dava
22Entrou a filha da mesma Herodias, e dançou, e agradou a Herodes e aos que estavam com ele à mesa. Disse então o rei à menina: Pede-me o que quiseres, e eu
23E jurou-lhe, dizendo: Tudo o que me pedires te darei, até metade do meu reino.
24E, saindo ela, perguntou a sua mãe: Que pedirei? E ela disse: A cabeça de João o Batista.
25E, entrando logo, apressadamente, pediu ao rei, dizendo: Quero que imediatamente me dês num prato a cabeça de João o Batista.
26E o rei entristeceu-se muito;
27E, enviando logo o rei o executor, mandou que lhe trouxessem ali a sua cabeça. E ele foi, e degolou-o na prisão;
28E trouxe a sua cabeça num prato, e deu-a à menina, e a menina a deu a sua mãe.
29E os seus discípulos, tendo ouvido
30E os apóstolos ajuntaram-se a Jesus, e contaram-lhe tudo, tanto o que tinham feito como o que tinham ensinado.
31E ele disse-lhes:
32E foram sós num barco, em particular, para um lugar deserto.
33E a multidão viu-os partir, e muitos o conheceram; e correram para lá, a pé, de todas as cidades, e ali chegaram primeiro do que eles, e aproximavam-se dele.
34E Jesus, saindo, viu
35E, como o dia fosse já muito adiantado, os seus discípulos se aproximaram dele, e lhe disseram: O lugar é deserto, e o dia
36Despede-os, para que vão aos lugares e aldeias circunvizinhas, e comprem pão para si; porque não têm que comer.
37Ele, porém, respondendo, lhes disse:
38E ele disse-lhes:
39E ordenou-lhes que fizessem assentar a todos, em ranchos, sobre a erva verde.
40E assentaram-se repartidos de cem em cem, e de cinquenta em cinquenta.
41E, tomando ele os cinco pães e os dois peixes, levantou os olhos ao céu, abençoou e partiu os pães, e deu
42E todos comeram, e ficaram fartos;
43E levantaram doze cestos cheios de pedaços
44E os que comeram os pães eram quase cinco mil homens.
45E logo obrigou os seus discípulos a subir para o barco, e passar adiante, para o outro lado, a Betsaida, enquanto ele despedia a multidão.
46E, tendo-os despedido, foi ao monte a orar.
47E, sobrevindo a tarde, estava o barco no meio do mar e ele, sozinho, em terra.
48E vendo que se fatigavam a remar, porque o vento lhes era contrário, perto da quarta vigília da noite aproximou-se deles, andando sobre o mar, e queria passar-lhes adiante.
49Mas, quando eles o viram andar sobre o mar, cuidaram que era um fantasma, e deram grandes gritos.
50Porque todos o viam, e perturbaram-se; mas logo falou com eles, e disse-lhes:
51E subiu para o barco, para
52Pois não tinham compreendido
53E, quando já estavam no outro lado, dirigiram-se à terra de Genesaré, e ali atracaram.
54E, saindo eles do barco, logo o conheceram;
55E, correndo toda a terra em redor, começaram a trazer em leitos, aonde quer que sabiam que ele estava, os que se achavam enfermos.
56E, onde quer que entrava, ou em cidade, ou aldeias, ou no campo, apresentavam os enfermos nas praças, e rogavam-lhe que os deixasse tocar ao menos na orla da sua roupa; e todos os que lhe tocavam saravam.