I
Pelo vale escuro seguirei, Jesus,
Mas por ti seguro, vendo a tua luz,
O meu passo incerto Tu dirigirás!
Ao sentir-te perto nunca perco a paz!
II
Os espinhos tantos, que nos vêm sangrar,
São remédios santos para nos curar.
Onde existe a graça que nos vem dos céus,
Tudo o que se passa mostra o amor de Deus.
III
Não há dor que seja sem divino fim;
Faze, ó Deus, que a Igreja compreenda assim!
E apesar das trevas possa ver, Senhor,
Que Tu mesmo a levas com imenso amor.
IV
Breve a noite desce, noite de Emaús!
E meu ser carece de te ver, Jesus!
Companheiro amigo, que ao meu lado vens,
Sim, estás comigo, sempre me susténs. Amém.