020 - Amor Perene
[1]
Amavas-me, Senhor,
não tendo a luz ainda
surgido lá nos céus,
ao mando criador;
nem mesmo o sol,
na aurora esplendorosa e linda,
a terra dava força
fecundante, infinda.
Meu Deus, que amor!
Meu Deus, que antigo amor!
[2]
Amavas-me, Senhor,
no tempo em que imolado
foi numa cruz sangrenta
o meigo Salvador,
levando sobre si, sim,
todo o meu pecado,
o Santo de Israel,
o teu Cordeiro amado.
Meu Deus, que amor!
Meu Deus, que imenso amor!
[3]
Amavas-me, Senhor!
no fundo de meu peito
brilhou a doce luz,
do meu Consolador,
e com promessas mil
do teu amor perfeito,
nasceu em mim a fé,
em que hoje me deleito.
Meu Deus, que amor!
Meu Deus, és todo amor!
[4]
A mim sempre hás de amar!
Pois que jamais o inferno
e o mundo poderão
a teu querer se opor;
ao teu decreto, ó Rei,
ao teu decreto eterno,
ao teu amor, ó Pai,
ao teu amor superno.
Meu Deus, que amor!
És sempre, sempre amor!