328 - Sossegai
[1]
Ó Mestre o mar se revolta,
as ondas nos dão pavor;
O céu se reveste de trevas,
não temos um Salvador!
Não se te dá que morramos?
Podes assim dormir,
Se a cada momento nos vemos,
sim, prestes a submergir?
[côro]
As ondas atendem
ao meu mandar: Sossegai!
Seja o encapelado mar,
A ira dos homens, o gênio do mal,
Tais águas não
podem a nau tragar,
Que leva o Senhor,
Rei do céu e mar,
Pois todos ouvem o seu mandar:
sossegai! sossegai!
Convosco estou para vos salvar;
Sim, sossegai!
[2]
Mestre, na minha tristeza
estou quase a sucumbir;
A dor que perturba minha alma,
eu peço-te, vem banir!
De ondas do mal que me encobrem,
que me fará sair?
Pereço, sem ti, ó meu Mestre!
Vem logo, vem me acudir!
[3]
Mestre, chegou a bonança,
em paz eis o céu e o mar!
O meu coração goza calma
que não poderá findar.
Fica comigo, ó meu Mestre,
dono da terra e céu,
E assim chegarei bem seguro
ao porto, destino meu.