I
Ao contemplar a rude cruz
em que por mim morreu Jesus,
minha vaidade e presunção
eu abandono em contrição.
II
Em nada quero me gloriar,
salvo na cruz de dor sem par.
Humilde, sacrificarei
tudo que desagrada ao Rei.
III
De sua fronte, pés e mãos
vem um amor que faz irmãos.
Unem-se nele dor e amor,
a coroar o Redentor.
IV
Se eu fosse o mundo lhe ofertar,
ele o iria desprezar;
seu grande amor vem requerer
minha alma, a vida e todo o ser.