I
Ouvi, ó reis; dai ouvidos, ó príncipes! Eu cantarei ao Senhor, salmodiarei ao Senhor Deus de Israel.
II
Ó Senhor, quando saíste de Seir, quando caminhaste desde o campo de Edom,
a terra estremeceu, os céus gotejaram, sim, as nuvens gotejaram águas.
III
Os montes se abalaram diante do Senhor, e até Sinai, diante do Senhor Deus de Israel (...)
Cessaram as caravanas; e os que viajavam iam por atalhos desviados.
Cessaram as aldeias em Israel, cessaram; até que eu Débora, me levantei por mãe em Israel.
IV
Escolheram deuses novos; logo a guerra estava às portas.
Meu coração inclina-se para os guias de Israel, que voluntariamente se oferecem entre o povo. Bendizei ao Senhor.
V
Louvai vós (...) que vos assentais sobre ricos tapetes, e vós, que andais pelo caminho.
Onde se ouve o estrondo dos flecheiros, entre os lugares onde se tiram águas,
ali falarão das justiças do Senhor, das justiças que fez às suas aldeias em Israel.
VI
Desperta, desperta, Débora; desperta, desperta, entoa um cântico; levanta-te Baraque, e leva em cativeiro os teus prisioneiros.
VII
Então desceu o restante dos nobres e do povo; desceu o Senhor por mim contra os poderosos.
VIII
Vieram reis e pelejaram; pelejaram os reis de Canaã (...) Desde os céus pelejaram as estrelas (...)
O ribeiro de Quisom os arrastou, aquele antigo ribeiro, o ribeiro de Quisom.
Ó minha alma, calcaste aos pés a força.
IX
Assim, ó Senhor, pereçam todos os teus inimigos! Sejam, porém, os que te amam, como o sol quando se levanta na sua força.